9/25/2004

Filmes, dah, duh, bagh !

O terminal - Spielberg acertando. Isso, significa, algo muito, mas muito bom. E O terminal é um filme tão meiguinho, fofinho, bem intencionado. Não sabia direito do que se tratava e fiquei encantado com a história, com os personagens (apesar de a personagem da Zeta-Jones ser bem mais ou menos - mas os outros compensam, os funcionarios do local), enfim, tudo. Diversas coisas no filme são engraçadas (principalmente no começo, a inocência do personagem - aquela parte da câmera de fez rachar de rir), às vezes esse humor acaba até passando um pouco do limites mas continua funcionando (o jantar romântico, por exemplo, os malabarismos do tiozinho são meio perdidos naquilo tudo, mas engraçados pra caralho).

Show de Vizinha - Até foi um filme engraçado. Piadinhas básicas e previsíveis, tudo alí - personagens losers metidos a espertões, os fodões se fodem, bla bla blá. Em alguns muitos é MUITO DIVERTIDO e ENGRAÇADO TUDO, mas chega uma hora, que a estrada que o filme pega é tosquíssima - quase vira um filminho de ação, um thriller de corrida contra o tempo que não combina com o que o filme vinha apresentando. E, tá loko, é deprimente pensar que algum roteirista teve a capacidade de colocar o personagem em cada situação... roubar, foi o cúmulo do cúmulo; contando que este é um sujeito covarde que sequer tem coragem de ir pra praia.

9/19/2004

Dois filmes. Um muito bom e ousado, e outro ruim e clichê.

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Então, Redentor é muuuito bom mesmo. Acho que o filme pode até ser visto como um marco no cinema brasileiro. Há no filme uma tentativa de ousar a cada cena, tem efeitos especiais como nunca vistos em um filme brasileiro, e o longa pode ser classificado tanto como comédia, quanto como drama, ou até como uma ficção religiosa (?!?), e nenhuma dessas classificações vai estar errada de forma alguma, vai depender, na verdade, do ponto de vista de quem assistir o filme.

O filme começa bem realista, mostrando a vida normal de uma jornalista e sua família, e como alguns poderosos ganharam dinheiro em cima de sua e de muitas outras famílias. Aos poucos o filme, vai ganhando elementos mais fortes, mais poderosos, tudo num clima apocalíptico, e quando você pensa que o filme vai seguir certo rumo, ele te surpreende mais uma vez, e toma um rumo completamente diferente.

Me agradou muito o personagem do Pedro Cardoso (em uma ótima atuação, acho que sou fã dele), visto como um Cristo moderno. As influências, que são várias, vão de Cidadão Kane aos Irmãos Coen, passando até por Planeta dos Macacos. O elenco, todo excelente. E além disso o filme não poupa críticas não só a certos políticos e grandes empresários brasileiros, como também ao próprio povo brasileiro, que dia após dia continua aceitando tudo de podre que acontece na sua frente, e quando aparece alguma chance em suas vidas quase sempre pensa mais em si próprio do que em ajudar as outras pessoas.

Em suma, Redentor é um filme ousado, um tanto díficil de ingerir, surpreendente, algo que estava faltando no nosso cinema nacional. Um filme muito bom. Vão assistir!

Cotação - ****1/2



O Terminal é fraquin fraquin. O filme até alguns aspectos interessante, o começo onde o persongaem do Stanley Tucci tenta explicar a situação ao Tom Hanks é ridículo de tão ruim, porém uma das cenas seguintes, a de quando o personagem do Tom Hanks vê pela televisão o que está acontecendo em seu país é maravilhosa. Tom Hanks, aliás, é o fato do filme não ser uma bomba completa, ele consegue empregar um carisma muito legal ao seu personagem, e se sai bem nas partes mais dramáticas do filme.

É uma pena portanto o filme ser tão fraco em seu conteúdo, e isso partindo de uma premissa interessantíssima, mas mal aproveitada. O filme usa e abusa de clichês, as histórias paralelas são muito ruins, Catherine Zeta-Jones está mal também, e a história da caixa de amendoins lá é muito ruim, fala sério. Além disso o filme falha completamente na concepção do seu vilão, apesar de alguns momentos até interessantes, o personagem de Stanley Tucci é muito mal conduzido.

De longe, o pior filme de Spielberg dessa década, clichês aos montes, história de amor ruim, etc.

Cotação - **


É isso ae. Até.

9/14/2004

(Sem Titulo)

Dei uma desaparecida daqui né turminha do gueto ? Lamentável, mas é que, além de ter ficado sem virtua um tempinho, estou com o dvd e o vídeo desligados (ainda não encontrei uma forma de conectá-los a tv aqui no apartamento), então, nem tem como eu ver filmes - sim sim sim, isso é nada bom. Porém, ontem tive minha aulinha semanal de Int. ao cinema italiano, e o assunto continua sendo o neo-realismo em peso. E o filme em questão foi "Ladrões de Bicicleta", que eu adoro. E continuo adorando depois da aula.

O filme é triste. O final, bem ao estilo do filme visto na primeira aula "Roma - Cidade Aberta", deixa um aberto de real desesperança, de uma tomada que parece esperar sem perspectivas melhores - parece esperar um futuro negro. O protagonista de junta ao meio da multidão, no meio de muitos, para seguir um caminho lhe dado, um caminho de injustiça social. O que dizer da cena no restaurante ? Uma grosseira desigualdade. Ainda tem os toques religiosos, que se em "Roma - Cidade Aberta" são bem católicos (o protagonista/herói é um padre), aqui são praticamente sarristas, com o protagonista sem qualquer respeito pela igreja - transformando a cena, quase em uma comédia de situação, ou pastelão.

9/11/2004

Dois filmes interessantes em um post que tenta ser interessante

Bom, eu não vou conseguir escrever o texto que eu queria sobre Brilho Eterno de Uma mente sem Lembranças. Eu comecei, mas ficou muito grande, e eu nem tinha chegado na metade do que eu queria dizer, e fiquei com preguiça, então desisti. Vai aí uns dois paragrafos com uns comentários sobre o filme:


Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é até agora o melhor filme do ano na minha modesta opinião, ao lado de Dogville, o filme é uma delícia de se ver. Um filme lindo, lindo, e que acima de tudo acredita na existência do amor, em que pode haver um brilho eterno lá no seu coração mesmo em uma mente sem lembranças. O filme tem algumas cenas memoráveis, um começo muito legalzão, e um roteiro bem kauffimaniano bem construído, que vai a fundo nas questões que quer, e consegue transformar o filme na delícia que ele é.

Jim Carrey, que não sei se vocês sabem mas é o meu ator favorito, e Kate Winslet em atuações excepcionais e com uma ótima química, é, com certeza, um dos melhores casais que eu já vi no cinema. Dentre os coadjuvante quem se destaca é Kirsten Dunst, que prova que tem talento. O filme só não ganha nota máxima por causa do personagem do Elijah Wood, mal desenvolvido e só está lá como mais uma peça do roteiro e não como um personagem realmente, e por algumas questões que não saem do lugar-comum e poderia ser melhor aproveitados. Mas ainda sim, um ótimo filme, que merece ser conferido.

Cotação - ****1/2



Outro filme muito bom que eu vi foi A Vila, do diretor "quero ser o Hitchcock do Século 21" M. Night Shayamalan.

O filme é muito interessante, tem uma fotografia fodona, mas a verdade é que se você for ver o filme já pensando no seu final surpreendente, e acho que foi isso que aconteceu e fez tanta gente não gostar do filme. Acho que o filme fica muito mais interessante, se você for se envolvendo na história, sem ficar o tempo todo o que vai acontecer no final.

Eu achei a idéia do filme, do final, ótima, gostei muito, uma puta crítica anti-capitalista e ao imperialismo americano, além de um bom clima de tensão que impera durante o filme, e uma cena magnífica, que é a do assassinato lá, que não vou dizer de quem porque talvez você ainda não viu o filme e tal, além disso conta com um ótimo elenco, destaque principalmente para William Hurt e para a estreante Bryce Dallas Howard.


Cotação - ****


acho que é só isso por enquanto.

9/05/2004

pitacos e cotações

esse blog aqui continua vivo ainda... alguns comentários sobre algumas coisas que vi esses dias aí.


Colateral - ***1/2 - Tem um estilo bem cool, é muito bem dirigido pelo Michael Mann, que dá ao filme um clima urbano contagiante, bem legal, mas que tem um roteiro um tanto irregular. O filme parece que não sabe alternar muito bem suas ações dos seus diálogos, e os dialogos alternam também entre alguns muito bons, inteligentes, com outros até um tanto constrangedores. A tão falada fotografia do filme é fodona mesmo, e o filme se sustenta também com duas atuações muito boas de Tom Cruise e do Jamie Foxx. Um filme interessante, enfim.


Efeito Borboleta - **** - Talvez a surpresa do ano até agora. Tá certo que as atuações atrapalham bastante, e tá certo que o filme não precisava de um final daquele jeito, que acredito que deve ter sido imposição do estúdio, tanto que parece que existe um final alternativo bem mais forte, digamos assim, q pode sair num futuro dvd. Mas é um ótimo filme, denso, muito bem articulado, com um roteiro bem amarrado, e que consegue te prender muito bem em sua história. Vale a pena ver até. Bem interessante.


De Corpo e Alma - *** - Esse é o do Altman, sobre dança. Então, o filme é bom, tem uma ótima atuação do Malcolm McDowell, mas a verdade é que o assunto não me agradou muito. Não curto muito essas danças artisticas, e portanto, como o filme mostra algumas dessas danças completas, o filme se tornou meio monótono, pelo menos para mim. Mas é um bom filme sim, e só alguns momentos de humor no melhor estilo Altman, já fazem o filme valer a pena.


por enquanto é isso... em breve mais... e ainda irei escrever sobre Brilho Eterno, ainda não esqueci não... esse post foi mais para atualizar o blog mesmo.