3/15/2005

Bad Boys 2

O cinema é um instrumento do sonho. É o que torna o impossível em possível. É aquilo que faz com que seu consumidor incorpore aventuras inaventuráveis na vida real. É quando o espectador, pode sair de sua vidinha média rotineiro médio medíocre - e viver uma vida cheia de emoção, adrelina, tesão, paixão, densidade, comoção, dentre outras coisas. É a realização de poder ter uma arma e sair soltando em um monte de gente, sem sofrer punições de leis (hora de extrapolar as emoções e as frustrações do dia-à-dia), porque, você é a lei. Você é o diretor de seu sonho; você pode ter mulheres, pode ter uma mulher, pode entrar em tiro-teios, e sair ileso, enquanto acertou todos os adversários. Bad Boys 2 é quase como um vídeo-game, proporciona diversas sensações que, na vida real, não podemos ter - e temos nesse sonho de cinema.

Não que eu tenha me encantado com o filme. Mas este é uma belíssima peça para ser observada e analisada, com uma intenção de comportamento. O que faz, um filme desse, raso, ligeiro, dinâmico e exclusivamente superficial, se tornar um sucesso e criar admiradores ? O mero sonho de poder viver na pele o que os protagonistas são. Ter a imagem de você estando no lugar daqueles sujeitos; aqueles que possuem casas grandes, carros geniais que possuem roncos de motores ensurdecedores, que são cercados de belas mulheres, etc. Além da emoção que vivem diariamente - dando tiros e recebendo tiros todos bendidos dias e madrugadas.

Por isso que uma coisa assim, tão quase de extrema direita, faz um sucesso. Porque leva o espectador as alturas - mostra a eles, a vida que queriam ter - de sonho, de Miami ensolarada, na piscina. O sonho de ser Will Smith, enfim.