3/17/2005

Grande Menina, Pequena Mulher

Sempre tem que ter algumas coisinhas para estragar filminhos cuti-cuti's que tinham tudo para ser daquelas obras edificantes, moralmente puritizadoras, rendentoras. As personagens, possuem vários lado de explorações familiares: a personagem da Brittany Murphy, mimada, viveu com as irresponsabilidade do mundo, e com a ausência dos pais mortos quando ela ainda era pequena, precisou viver tendo um administrador das "coisas chatas" - está, é uma personagem adolescente interessante de se investigar. Extremamente mimada e imatura, enfrentando o tal lado obscuro do mundo cão que vivemos.

De outro lado, temos a docinho da Dakota Fanning. Oito anos de idade, com a cultura e a visão artistica de alguém... maduro. Ela não age como criança, e tem a preocupação com a saúde, de alguém de, sei lá, 35 (pra mais) anos. Hipocondríaca e paranóica. A semelhança dela com a moça descrita acima, é que, ela tem tudo o que quer materialmente e os pais são ausentes; a mãe, acredita que dando bens materiais para a menina e colocando alguém para cuidar dela, está fazendo o papel de mãe (isso deixa ela bem distante da menina) e, o pai, está inconsciente em estado terminal.

Assim vivem as meninas. O destino faz com que se juntem, e tornem amigas - porém, isso vai além de amizade, vira algo como a força da vida de cada uma.

A moral da história é linda. O filme é super-fofo. O final, é daqueles para arrancar bilhões de lágrimas por segundo, com direito a canção e quebras de costumes; são sorrisos misturados com lágrimas. Quase uma lição capriana. Linda, muito linda. Porém, tem um algo alí no filme que, torra a paciência: um romance chato, sem sal, sem açucar, sem mamão, sem graça, inútil e extremamente irritante. E pior, o filme dedica muito de seu tempo nesse romance sem pé nem cabeça, ao invés de investir mais naquilo que realmente é envolvente e interessante: a relação das meninas, o comportamento delas, as atitudes, o gestos, as redenções, as alegrias e as tristezas.

O roteiro tinha que investir mais nisso. Ainda mais, sendo notória a química formidável que Dakota + Murphy conseguiram. Boaz Yakin demonstra mais um vez sensibilidade e sutileza na direção (algo que fez perfeitamente em "Duelo de Titãs"), mostrando que tem personalidade, e que, tendo roteiros mais enxutos, pode fazer belos filmes.

abraços,
editor_que acha a Dakota fofinha
Hen-Hen Miu