5/30/2005

Três filmes em questão

Minha impaciência transforma o que seria um post para cada filme em um micro-post que irá centralizar minha opinião sobre os três filmes em questão. São filmes bem distintos. O escolhido para começar foi "Constantine", o filme que transforma Keanu Reeves no escolhido mais uma vez, e aproveita, e copia e cola o estilo "Matrix" de ser para quem sabe, sugar mais público. Enfim, é um filão que pega aquela renca que gosta de "Exorcista", e de quebra, pega os nerds fãs do filme dos irmãos Wachowski - que caem na estilo visual do filme que engana até um determinado momento. Depois, eternamente demais, revela-se o que deveria ser desde início, que é um HQ explícito.

Em si, "Constantine" é terrível. Uma esquemática trama cheia quebra de ritmo e com um ponta pé inicial desinteressante demais para sustentar um mistério tão chatinho. O filme abre com uma cena, e de pouco em pouco, vai mostrando a tal peça "chave" do filme, que, francamente, vai ser tolo assim lá não sei onde.

Para compensar o mal desse filminho, nada melhor do que ir no cineminha com a namorada. Opções rasinhas. Ela não queria ver o novo "Star Wars", e analisando horário e outras coisas, acabou sobrando "Refém", um filme com o Bruce Willis, que confesso, me causava um certo caláfrio. E as opiniões que li ao decorrer do lançamento do filme até eu vê-lo, eram nada animadoras. Pois bem, o filme não é terrível como se propõe de inicio. Quando começa, parece que será daquelas tolices que tem uma porção por aí, estrelada por Van Damme's da vida e Steven Seagal's. Só que tem algo interessante. Não interessantemente profundo, na verdade, interessante para a parte de ação, tensão e adrenalina do filme.

Pois fazer algo que se passe em um ambiente a maioria do tempo é complicado. E o filme consegue bons escapes para tornar isso um pouco interessante para o espectador, sem fazer analises psicológicas de buteco no protagonista - que é alguém traumatizado. O filme se carrega da filosófia de se não for para fazer com uma certa eficiência, que nem faça. Por isso, nem espere uma investigação na mente do protagonista. O filme é ação - com momentos de pura tensão e intensidade. É um jogo psicológico de certa forma, só que simples, superficial. A maior falha do filme consiste na má realização das partes emocionais de família, onde não convence apesar de ser um ponto principal do filme.

O terceiro filme que eu iria comentar era "Para sempre Lilya", só que estou um pouco cansado - então, digo apenas uma coisa: OBRA-PRIMA. Veja já.