Várias coisas acumuladas para eu colocar aqui. Então vamos direto ao assunto:
As Branquelas - 6.5
É embaraçoso. Não o filme em si, mas dizer que, mesmo sendo tosco, por vezes grosseiro e indelicado, é um filme incrivelmente bom - apesar das referências negativas. A idéia de colocar uma maquiagem tão ruim, inconvincente, barata e risível (no lado negativo da coisa), e, acreditar nela até o último minuto - com toda a esperança de que aquilo convence, chega a ser comovente. Acreditar nas idéias e as levar para frente, independente da qualidade (no caso aqui, péssima) é um ato a ser visto como heróico. Nada do filme é novo. É tudo uma reciclagem já vista e revista no cinema. Uma reciclagem que parece não ter fim. Afinal, tirando o fato do filme ser absurdamente besteirento (com piadas de gases à exaustão), não vai muito além de ser mais um daqueles filmes de policiais que cometem um fracasso de proporção gigantesca e recebem um ultimato do patrão. Logo, com a carreira em risco - não deixam de investigar o caso, para no final, serem os heróis da vez. O roteiro parece uma cópia linha por linha de qualquer outro filme da espécie. Só que nele, algo é especialmente divertido. Ok, bom. Acredito, ainda não tenho certeza, que sejam os personagens secundários e o tom de paródia para patricinhas (que apesar de extremamente estereotipado e padronizado de tudo que se rola por aí, possui uma graça toda peculiar). Achei divertido, por exemplo, a forma com que faz um embate das culturas - fazendo, claramente, uma divisão de música para camadas, grupos, facções. A forma é bem-humurada, e, praticamente chorei de rir na parte em que o jogador playboy negro racista, escuta Vanessa Calton - dizendo que é uma de suas músicas favoritas. Para dizer a verdade, As Branqueles me surpreendeu bastante. É complicado algumas vezes você assistir um filme carregado de preconceito besta; porque, vejam bem, o curriculum dos envolvidos não era nada inspirador e as críticas não foram nada boas. Tudo indicava para um filme patético, estúpido e inútil. E tudo isso, ele realmente foi, só que de forma engraçada e até mesmo gracioso; diria que parece-me um Quanto mais quente melhor, só que menor, mas muito menor. Porém, serve como passatempo tranquilamente.
A sétima vítima - 3.5
Assim como os atuais filmes de terror/suspense estão bastante semelhantes, escrever sobre os próprios, fica difícil fugir do lugar comum, e falar de um, parece fazer uma resumo de todos - já que, possuem as mesmas falhas. E este A sétima vítima não é uma excessão. Contudo, possui atrativos bem maiores do que, por exemplo, os recentes O grito, Amigo Oculto e O chamado 2. Uma das qualidades do filme encontra-se na cuidadosa fotografia. A história, por todo seu contexto, exige um lado todo obscuro - e a fotografia, capta esse tom que o diretor prega durante todo filme - e o resultado, são imagens de escuridão bastante interessantes. Já que é uma tradição o "medo do escuro" - onde as coisas acontecem, e os olhos não conseguem captar. E aí, abre um campo de exploração ótimo para o que o diretor pretendo realizar. E, mesmo caindo em clichês de sombras passando e repassando pela frente da câmera, alguns momentos tornam-se plausíveis - como, mostrar, em rápidos momentos, as crianças acomodadas na casa. Causa um certo calafrio, um friozinho na espinha que, já faz um belo tempo, um filme desse tipo não consegue causar. Outro ponte positivo do filme, é a forma direta e simples que o filme apresenta seus mistérios e suas revelações - pois, não cai naquela coisa enfadonha de segurar seu segredo até o último minuto. Até porque, não é bem um segredo. É algo bem simples. O filme é tão, mas tão simples, que às vezes pode até parecer difícil de se entender. Estamos mal-acostumados. E, o fato de A sétima vítima fazer com eu consiga perceber isso, é um mérito. Ou seja, apesar de cair em clichês básicos desse gênero de filme (banheira, criança que faz desenhos medonhos, etc), existe um algo de diferencial no filme. E isso o torna pouca coisa diferente dos outros. O que é aliviante. Mas também, as qualidade do filme param por aí mesmo. Se for apontar em números os escorregões do filme, as incoerências, e outros tipos de deficiências (como, por exemplo, o fato de aparecer algo semelhante ao Gollum no teto da casa - numa clara utilização de DEfeitos especiais ). Se colocar o roteiro em questão, aí fica muito fácil criticar o filme - tamanhas e abusivas bobagens que aparecem no decorrer. Algumas obviedades que irritam.
Papai Noel às avessas - 7.0
No começo aquela narração em off mansa com ares melancólicos parecem vender uma idéia de que aquilo seguirá de uma forma de exploração aos conceitos americanos de natal e, promete muito, um drama cômico intimista aprofundado no sentimento do protagonista por toda aquela depreciação ao natal; buscando explorá-lo humanamente. Parecia que seria algo que iria além dos "fucks" que aparecem segundo à segundo em seu decorrer, e, por tudo o que parecia ali existir, não existiria uma exaltação edificante ao natal. E de fato, existe um pouco disso. Porém, Papai Noel às avessas é um filme que segue, em seu final (que é todo construido de forma calculadíssima), o trajeto que milhares de comédias natalinas carregam. Ou nem precisam ser natalinas. Na verdade, o natal é um meríssimo detalhe existente no filme;- já que, toda a verdade do filme, é encontrado em uma porção de filme. Por exemplo, este é um filme bastante semelhante a, por exemplo, Um grande garoto - que traz, também, uma relação de adulto + criança, onde o adulto parece ter aversão aquela criança, mas no final, cria-se um laço de amizade. Uma amizade já toda programada e bem realizada, convenhamos. Com direito até mesmo a frases piegas ao extremo e carregas de sentimentalismo exarcebrado. O final então, é o cúmulo do "happy end" mais rotineiro. Aparentemente, o único diferencial de Papai Noel às avessas de outras centenas de comédias (como a já citada como exemplo), é seu vocabulário extremamente sujo e incorreto para esse tipo de filme natalino (que inclusive, é onde muito o filme se sustenta); e também, um certo carregamento de humor negro existente. Ou seja, este nada mais é do que um filme comum porém com meros detalhes que são implorações para soar diferente. Mas é tudo básico e mais do que explorado o que acontece alí, até mesmo, algumas piadinhas boas (como, por exemplo, o fato do garoto achar que o pai está viajando quando na verdade este está preso). Entretanto, existe um algo do filme que é extremamente conquistador; a sinceridade, talvez. O fato do personagem ser tão sujo e desleixado para em seguida ser consquitado pelo garoto, e esse processo ser gradativamente bem refletido na trama, seja um belo motivo. Não que este venha a ser um grande filme. Na verdade, para alguém que vinha de realização de algo tão impressionante e genuíno como Mundo Cão, esperavasse algo um tanto quanto diferente dessa nova realização do Terry Zwigoff. A exploração dos personagens secundários aqui é péssima (a moça que tem a obsessão de transar com papai noel é fraca; o anão parceiro de roubo se torna um peça quebrada ao final - podia ter uma exploração muito mais interessante; também também o lojista conversador, extremamente mal-desenvolvido - dentre outros). As únicas duas personagens bem estruturadas, criadas e desenvolvidas no filme é o protagonista e o garotinho gordinho; que inclusive, é muito bom. E o show do Thorton ajuda bastante. Enfim, uma diversão digna e diferenciada. Apesar de ser mais do mesmo.
Oldboy - 9.0 (leitura mais recomendada para quem já viu o filme).
Na primeira vez é um tanto confuso. Parece que é muito informação em um espaço de tempo muito curto e difícil de ser pensado e montado (pelo menos para os mais devagares como eu). É um jogo; mais especificamente, um quebra-cabeça - daqueles de muitas peças, que você, persistentemente e divertidamente (às vezes até estressa e irrita), passa um longo tempo de dedicando para poder montar. E Oldboy é um jogo que te prende da primeira cena até a cena final - um jogo que pode ser divertido de diversas formas. Ele é divertido porque é detalhista (por isso, é mais do que recomendável vê-lo duas vezes; pois, assim, como, por exemplo, O sexto sentido você pode ir pegando as pistas no caminho, e, depois que você já sabe o resultado, fica mais fácil você montar as coisas e captar detalhes relevantes e essênciais que são atirados na tela de tempo em tempo); ele também é divertido porque é engraçado (tem um lance ligado a supositório que é engraçado; uma cena em que o protagonista busca fazer o desjejum de sexo; ou, ainda, uma cena em que alguns capangas que levaram uma bela surra cenas antes - aparecem cheios de "remendos" ; e tem também uma brincadeira gráfica com a arma utilizada pelo protagonista); outra diversão do filme, de certa forma, é sua violência que mistura a forma explícita gráfica com a arrepiantemente sugestiva. Porém, o grande diferencial de Oldboy encontra-se em sua história. Seu texto, seu roteiro, suas surpresas - as verdadeiras razões, questionamentos, buscas e verdades. A crueldade da história, a brutalidade psicológica. É algo assustador. O filme, durante um grande tempo, é uma incógnita, algo que só tem corpo - porém, falta-lhe os pés e a cabeça. E quando ganha o pé e a cabeça, aí sim, vira uma experiência desigual já proporcionada. Surpreendente. A verdade explode na tela de forma inimaginável - e, quando revemos e repensamos o filme, notamos que, foi algo extremamente bem pensado e realizado de uma forma singular e esperta. O filme é uma pérola. Do começo ao fim. A cena de abertura, por si só, já demonstra os grandes triunfos do filme: seu protagonista, uma trilha sonora fantástica, e, um tom de "O que" e "porque" que cativa e faz com que tenhamos uma imensa vontade de ver aquilo até o fim. Se é uma dúvida que move o protagonista com seu duplo desejo (vingança + verdade), são também as duvidas que movem o espectador. E o filme não simplesmente revela-se. Ele é todo desmontado e vai apenas dando as peças para que o espectador encontre a verdade; não é bem algo na linha de Cidade dos Sonhos, na verdade, é mais simples, porém, não menos brilhante, intenso e instigante. No começo do filme é onde se concentra maior parte da genialidade do filme. É onde mais podemos encontrar elementos interessantes de serem observados; na delegacia, pouco antes do Dae-Su ser pego, é interessante observar que ele mostra foto carinhosamente de sua família, e até mesmo, fala que aquele é o dia do aniversário de sua filha e que comprou um presente para ela. Essa cena tem muita significado, apesar de não parecer. É interessante também observar na abertura do filme a utilização de elementos que marcam tempo; podemos ouvir um cuco, o tic-tica do relógio, e observar essas peças. Pois é o tempo que dita muita coisa no filme. São 15 anos enclausurado, e um tempo marcado para achar as respostas. É uma corrida em busca da verdade e da vingança, sem saber que um ritmo está sendo ditado. Podemos observar também como o filme tem um rápido estudo em cima de comunicação e a forma com que ela parece correr com uma aceleração maior que o tempo. Dae-Su tem apenas um meio de comunicação para ficar ligado ao mundo (a tv - que é por onde fica sabendo que sua mulher foi assassinado e que é o principal suspeito); esse é seu único contato com o mundo externo nos 15 anos que passa preso. A televisão é sua conexão ao mundo. É a forma dele saber que existe algo além daquele quarto (uma parte excelente é quando mostra, com a cena dividida ao meio, um lado os anos de Dae-Su passando e do outro as coisas que aconteceram ao redor do mundo naquele período). São tantas coisas legais em Oldboy. Tantas coisas engenhosas (apesar de às vezes muito esquemáticas e programadas). Tem a alucinação com formigas (simplesmente fantástico encaixando em todo o contexto); a forma com que o personagem chega a uma auto-reflexão de quem foi e o que fez (os pecados, o quanto errou); a parte em que ele arranca um tijolo e consegue colocar a mão para fora e sente a água da chuva caindo em sua mão, e quando volta a mão, bebe essa água, quase que como sentindo um gosto de liberdade e purificação; a cena de logo quando ele sai e testa se seus "treinos" funcionaram com uma encrenca com marginais; a referência a O conde de Monte Cristo ; dentre tantas outras coisas. É impressionante a forma com que o filme consegue fazer com que gravemos as frases certas e relevantes na cabeça que ganharão sentido no decorrer que os segredos foram revelados. São na verdade frases certas e cenas certas (uma cena em especial é quando ele conhece Mido); e também, tem outras frases que recheiam o filme e o deixam com um sabor mais especial (como "...sabe, eles dizem que as pessoas tem medo porque tem imaginação..."), interessantíssimo. São tantas coisas para se falar do conteúdo de Oldboy, que acabasse esquecendo outro grande mérito que é sua impecável e invejável realização. É algo moderno, mas contido (seria um David Fincher, só que sem surtos e tiques de ego). É tudo tão bem filmado, arrojado, ousado. Só que, não é apenas exercício de estilo. É algo funcional, para o bom desenvolvimento daquela história toda. Sobram elogios e viagens para Oldboy, que acredito que por méritos notáveis, levou o prêmio do Júri no festival de Cannes de 2004, que tinha como presidente Quantin Tarantino - um dos grandes admiradores dessa obra - que sem dúvida, foi um dos responsáveis de, por hoje, podermos estar vendo essa grande obra do cinema.
Antes do Amanhecer - 8.5
Antes do Amanhecer é possível ser analisado, basicamente, como um sub-trata de qualquer novela das oito da Globo. Com o diferencial de que as novelas tendem a atingir um grupo de massa que busca relaxar e acompanhar coisas simples e superficiais ao extremo; para poder sonhar com a vida daqueles personagens que possuem carrões, mulheres cobiçadas, são belos, vivem em apartamentos luxosos, enfim, as novelas são a fábricas de sonhos de determinado grupo de massa. O público que Antes do Amanhecer busca atingir são os intelectualóides fãs de arte bitolados e carregados de frustrações já que vivem marginalizados com suas diferenças, não aceitas pela sociedade dita como normal, ou que, não vê além. O processo de reflexo, influência, sonho e ego é basicamente o mesmo que os das novelas das oito - aqui, porém, é tudo inteligente, profundo, cria debates, dentre outras coisas. O filme, de fato, nos leva a sonhar. Mas é um sonho extremamente útil e cativante (aí vem a grande diferença com as novelas - que são, no geral, enroladas, descerebradas e pedantes), com uma exploração geral e discussões altamente conquistadores e atentadoras. O filme inteiro é em suma uma sucessão de diálogos;- nada mais é, do que o casal conversando sobre os mais variados assuntos, abordando tudo da forma mais intelectual que existe e com uma linguagem para deixar qualquer universário que se acha espertão orgulhoso por entender o que se fala. O filme consegue ser tudo. Sabe dentro de toda aquelas discussão inteligente, inserir um bom humor para descontrair - na verdade, é uma verdadeira e simples relação entre dois seres humanos que demonstram um interesse mútuo em se conhecem e saber cada vez mais um do outro. Nos detalhes, com perguntas bem escolhidas e sábias. E nisso, o roteiro do filme é um primor na criação de diálogos. Contudo, a força do filme não se sustenta somente em seu conteúdo de roteiro; mas sim na junção e contradição da forma + conteúdo. É impressionante a forma com que o filme consegue dizer e contradizer logo em seguida, só que não de um jeito simples e fácil; mas sim, utilizando com esperteza o seu clima sereno e sóbrio, para influenciar naquilo que está sendo explorado. Por exemplo, os personagens debatem o amor, falam diversas coisas - jogam frustrações e decepções na tela, botam esperança e boa vontade, mas, fica claro, analisando a história e percebendo a forma com que tudo vai sendo colocado e apresentando, que o amor é fundamental é uma forma de vida primordial. Não dá para falar muito filme. Apenas dá para dizer que é um encanto. Os personagens são conquistadores, e este é um filme para apaixonados e que gostam dessa condição.
Antes do Pôr-do-Sol - 7.0
O final de Antes do Amanhecer não merecia um volta ao assunto. Tudo devia se encerrar por alí mesmo, e os atos e acontecimentos seguintes na vida de Jesse e Celine (que o final deixa genialmente aberto), deviam continuar eternamente em nossa produtiva imaginação. Aquilo foi algo mágico, fascinante e, digamos, bem diferente. E o fato dessa continuação aparecer e logo quebrar toda essa magia que existia, destruindo a construção que fizemos (de forma egoísta até eu diria), cheteia. Porém, Antes do Pôr-do-Sol está muito, mas muito longe de ser um filme ruim. Se for compará-lo com o original, aí sim, a coisa fica feia para seu lado. O clima juvenil do primeiro já toma camadas escuras, mostrando que tudo está mais sério, severo, cruel e maduro. E para aquela "molecagem" que existia no primeiro filme (para a forma com que gostamos daqueles personagens), vê-lo danificado foi triste. Até mesmo as conversas e a forma de relação ganha uma intensidade incomum - parecendo que o Linklater não sabia ao certo que tom dar ao filme, pois, vez ou outra, tem uma escapadinha descontraida, nos remetendo ao encanto do primeiro filme. Infelizmente conforme o filme vai se definindo tudo vai perdendo o brilho que o primeiro tinha. Os personagens, apesar de ficaram chatos com o amadurecimento, na verdade, parecem ter regredido. Eram tão comedidos, sábios e construtivos; aqui, viram neuróticos melancólicos que ficam trocando experiências de frustrações enquanto estragam todo o charme que o primeiro filme tinha deixado para a gente (de poder imaginar as coisas que poderiam vir a acontecer), quando a histéria toma conta, vemos que Antes do Amanhecer deveria sobreviver sozinho. Mas o Linklater é um diretor talentoso. E seu talento (e sua evolução evidente na parte estética), conseguem dar dignidade para Antes do Pôr-do-Sol. Uma dignidade que seria muito difícil de conseguir - porém, Linklater transparece uma admiração por esse casal. E por nutrimos esse mesmo tipo de sentimento que ele, temos um interesse incessante em revisitar a vida desse casal, de presenciar esse reencontro tão importante para a vida deles;- e, descobrirmos, o quanto aquele dia, aquela comunicação entre eles, aquele passeio, alterou em um todo em seus vidas no decorrer dos anos. Poder estar novamente acompanhando as conversas e a forma com que eles novamente ficam intimos, é instigante. É uma pena, porém, que o romance já esteja esterrado. E que não tenhamos nenhuma cena que sequer chegar perto da genialidade como a do poeta vagabundo do primeiro filme.
Team America - 9.0
Gostando ou não gostando, é impossível manter-se indiferente a tamanha sagacidade, esperteza e ousadia. Não dá para ignorar o que é visto na tela. Temos uma embalagem de filme clássico de equipes de heróis, aparenta superficilidade (o filme caminha numa tênua linha de profundidade e superficialidade, uma divertida estrada perigosa e com doses de adrenalinha), satiriza clichês coletivamente. Porém, é um filme incomum - e tudo soa de forma diferente. O humor é basicamente o mesmo utilizado em South Park. Portanto, não existe uma surpresa quando se depara com tais acontecimentos de Team America. Contudo, são filmes bem diferentes em partes. South Park em si, por tudo que fizesse, era divertido e não muito incomodo, já Team America, é divertidaço, entretanto, tem algo nele que incomoda um pouco além - onde você precisa parar e pensar. Pensar muito. Isso não faz dele melhor e nem pior (apesar de eu preferir o South Park, por pouco, bem pouco), apenas uma experiência um pouco mais diferente e divertida. O legal de Team America é que ele possui muitas das melhores espécies de cenas que existem nesse novo século. Cena de sexo, vômito, violência, sátira, ação, etc. Incrível como com marionetes é possível fazer cenas de ação tão intensas e emocionante como em filmes com atores reais e efeitos normais - na verdade, existe um charme todo especial em ver a criatividade e a originalidade da movimentação para a criação das cenas. O filme em si tem toda uma história básica: equipe formada para salvar o mundo. Logo em seguida eles são colocados em dúvida pela sociedade se fazem o bem ou o mal pelo mundo; se lutam pela paz, pelo bem, ou apenas tornam o mundo mais violento (Bush, 11 de setembro, guerra do Iraque, atores ativistas, etc). Ou seja, é MUITO fácil fazer uma leitura de que a equipe team america nada mais é do que Bush, e o filme, diretamente joga a favor da sua equipe. Onde chegamos a conclusão de que... bom, bem óbvio. Mas, seria isso mesmo ? Notem o filme graficamente e violentamente, e chegaremos a novas conclusões. Na verdade, me parece que o filme quer se divertir com essas discussões tomam conta do mundo já fazem alguns anos. É um assunto saturado, e eles não querem ficar apontando Bush tá certo, Bush tá errado, eles querem mesmo é se divertir em cima das pessoas que tanto ficam saturando esse assunto, e no fim, tudo fica igual. Team America é uma forma de abordar o assunto, mas não tomar um lado, e sim apenas, dizer que isso tudo já encheu, por isso, acredito eu, é tudo tão batido, clichêzento, parodiado, exagerado. Enfim, listinha de melhores do ano, com certeza.
Hitch - 4.0
É a comédia romântica típica para faixa-etária mais adulta. São relaciomentos já amadurecidos que surgem em relação a forças maiores de sentimentos e menos impulso. Ou seja, não tem abusolutamente nada de novo;- então, o sustento do filme é em seus personagens e em situações que possam soar de forma inusitada, causando algum tipo de graça. Era preciso ter um protagonista forte, fundamentalmente, porém, apesar do esforço característico de Will Smith em ser bom ator, com sua simpatia e dom cômico, seu personagem, mesmo dando o título a o filme, é fraco, mas muito fraco. É tão fraco que ele (e a relação que desencadeia através dele) desaparece quando seus coadjuvantes (um cliente seu e uma moça famosa) aparecem. E, infelizmente, os coadjuvantes não ganham essa evidência por causa de empatia ou graciosidade (apesar de conter um pouco disso, e ser bem bacaninha), mas ganham pela falta de interesse na vida do personagem. Tanto que quando o filme vai chegando ao seu desfecho, o que interessa mesmo é o romance que se deveria (é) ser decundário da trama - o fim de Hitch e sua jornalista, não tem chamativo algum. Talvez por ser tudo tão óbvio e calculado desde o início. De cara, provoca um certo desinteresse pois já é possível projetar cenas, diálogos e situações que irão ocorrer dali então; se os personagens ainda tivessem alguma intensidade na característica que os tornassem mais interessante e menos previsíveis, ainda haveria salvação. E como o filme gasta muito de seu tempo no conselheiro e na jornalista - acabasse deixando muito vago e com cara de sitcom o romance de Albert com a moça rica (como típico filme americano, utiliza um truque infalível de colocar um ator gordinho e com maneirismos engraçadinhos). O filme é bem econômico em suas piadas, portanto, não existem muitos momentos para se rir. E todos os que existem, são encontrados no trailer. Enfim, não tem muito o que se falar: é a comédia romântica que não tem um brilho, por falta de graça e encanto na relação central - não tem um charme de Tom Hanks e Meg Ryan, é tudo muito programado, parece exageradamente articulado. Mesmo se for para ver somente como uma sessão de tarde básica, acaba sendo um passatempo meio longo. Opções melhores não faltam.
Herói - 8.0
"Herói" é um filme de grandes. Não existe aqui um duelo de pequenos. Por exemplo, em "O tigre e o dragão" existem pequenas lutas de combatedores menores, sem grandes habilidades. Esse filme de Zhang Yimou poupa os pequenos e coloca os gigantes e combates empolgantes que causam estardalhaços - é como um mata-mata do futebol apenas com os grandes e melhores clássicos que existem. Além disso, é um filme que segue aquela mais do que imitada narrativa de "Rashomon" (um dos melhores filmes do Kurosawa), porém, não é um conflito de versões em si, mas sim, a apresentações das verdades em camadas bem lentas. Os flashbacks formam o filme. A única verdadeira ação no tempo real de Herói acontece somente no final, que é o ato que encerra o filme de forma grandiosa. Ou seja, o filme é narração das batalhas. E como já disseram, a história que tem para contar - é fraca, porém, existe uma talento estético irretocável. E a força toda de "Herói" mora aí. No pontencial do realizador. E não é só um potencial estético, mas tem também, uma mão muito bom para a condução dos personagens. Existe todo um lado especialmente cultural do filme, com tradições e lendas (na linha de "Lanternas Vermelhas"); tem um outro lado poética/lindamente de romance e amor (que trazem uma lembranças de "O caminho para casa"); e por fim, um toque humano exemplar, sensibilizador e tocante (não tão quanto "Nenhum à menos", porém na linha). Mas o que forma "Herói" em uma grande realização, indiscutivelmente, são suas lutas. São de proporções épicas e, ao mesmo tempo, tem um lado de pequeno. De simples, humano, direto e poético. Os personagens flutuam constantemente, nos brindando com cenas de leveza e sensibilidade, dando ao filme um ar de serenidade delicioso. E a boa mão do diretor nessas cenas é o que torna Herói uma experiência visualmente deslumbrante. Lençois são utilizados. Pingos de água. Cabelo. Roupas. Espadas. Flechas. Tudo isso faz do filme uma experiência difícil de descrever. O único porém do filme fica por conta do que ele tem para contar; o que é, claramente MUITO POUCO para um espetaculo tão grande. Esse desequilibrio deixa um ar de falsidade e artificialidade no filme, que incomoda um belo tanto.
Hora de voltar - 8.0
Hora de Voltar é um certo tanto (não sei a profundidade da coisa) inspirado na vida de Zach Braff. Logo, torna-se algo semelhante a uma auto-biografia; ou, então, traços de uma biografia. Portanto, a força do filme concentra-se na forma com que Braff consegue contar a história - a transparência das situações, a intimidade, as representações, uma entrega pessoal e uma auto-investigação interessantíssima de se acompanhar. O filme é algo semelhante e bem próximo de um desabafo, e com isso, naturalmente, conforme o final aproxima-se - ganha uma intensidade "indie" básica, que se diferência na pontecialidade que o diretor/roteirista opta em abrir o coração. A história de voltar para a cidade natal é pra lá de batida e já existem um sem-número de comédias, dramas, ou qualquer gênero, que explore tal acontecimento. Mas Hora de Voltar tem algo que faz dele especial. O fato de Braff concentrar-se e contar a história de uma forma leve, quase despretenciosa, para apresentar fatos e uma proximidade aprofundada ao íntimo e a parte psíquica, merece pontos. Incrível como tudo começa de uma força estranha (uma turbulência de avião - que logo nos remete a imaginar uma vida turbulenta, algo que vai se concretizando ao tempo que a história de desenrola), e, rapidamente, já estamos entendendo a acompanhando os personagens como se fossem conhecidos de algum tempo - isso, pela paciência que Braff tem em apresentar e desenvolver os personagens antes que algo de fato venha a acontecer e ser explorado no decorrer. Talvez (ou com certeza) esse tipo de atitude do diretor ocorre pelo simples fato de aquelas pessoas, possivelmente, serem as pessoas especiais de sua vida e que a transformaram em algo com sentido, belo e feliz. E como são pessoas que lhe são especiais, ele trata cada uma com um carinho especial - os trata de forma gratificante, praticamente os agradecendo por terem existido e por terem feito parte de sua vida. E com tudo isso, com laços de amizade, amor, desentendimentos, incompreensões e reajustes, é notável a concretizante forma com que é explorada a tese de que a felicidade é muito próxima quando se pensa com o coração - é quando o coração é mais racional através das emoções, do que o cérebro é pelas coerências (ou IN-coerências?) que movem a vida.
O clã das adagas voadoras - 9.5
O clã das adagas voadoras é um filme muito diferente do que pode parecer sua proposta e o que promete sua sinopse inicial. Porém, é um filme muito igual ao que se imagina que será a base de argumento, que é a forma com que o romance do filme se cria, desenvolve e tem um desfecho grandioso. Quando de início você pode cair na idéia de que tudo aquilo poderá se desenrolar como um romance de pano de fundo para tapar espaços de uma história que promete muita politicagem, tudo é bem diferente - pois a politicagem é apenas um detalhe de um romance extremamente bem construido, natural e verdadeiro. Não se tem muito o que falar do filme. Aliás, sobre seu enredo, pois, é estragar surpresas (belas surpresas que tornam a história do romance ainda mais graciosa, corajosa e aventureira), em compensação, tem toda uma parte estética que é de cair o queixo. Não é algo cheio de cor e que usa e abusa de paisagem como as fantásticas imagens de Herói, este dá uma beleza onde parece que tudo é mais cuidado com naturalidade, sem forçar, e com uma boa utilização da câmera para formar cenas que tornam tudo aquilo um belo espetáculo visual; um espetáculo visual, comparável até com as mais belas e inspiradoras cenas de O tigre e o dragão. A força poética e cultural de O clá das adagas voadoras são dois dos elementos que enchem ainda mais o filme de beleza conceitual e espiritual. Basta observar o final; impressionante como as canções formam de certa forma a alma do filme, os diálogos informam o grau da intensidade da paixão através de poesias - isso sem contar, coisas que não precisam nem ser lidas ou ouvidas, mas simplesmente vistas e sentidas. Se em Herói Zhang Yimou fez um filme visualmente deslumbrante com truques narrativos não lá muito interessantes, em O clã das adagas voadoras ele subverteu tudo, é deu clima sereno e sóbrio, e no lugar da frieza, super-lotou de emoção.
Jogos mortais - 8.5
Inconformidade e indignação é o que move Jogos Mortais. A morte é a razão para se brincar com vidas - a morte é o princípio para que se tire vidas. E as vidas não são tiradas de forma simples - antes, é preciso jogar o jogo. Brincar com regras, pistas, desvendar mistérios, e entender os "porques" de tamanho sadismo e brutalidade. Uma crueldade bastante singular - que coloca pessoas como peças de xadres, onde levam elas para a destruição e a auto-destruição. Alguém que entra no jogo extremamente íntegro e puro, pode sair dele extremamente desnorteado, desmenbrado psico-fisicamente. Mas até que ponto vai a tal puralidade dessas pessoas ? Porque elas foram as escolhidas, e quais os erros que cometeram por estarem alí ? A começar, umas das duas pessoas que está alí presa, é um médico - um médico do típico "Ideal Americano", bem sucedido, rico, com uma mulher e uma filha. É um salvador de vidas, e dentro do jogo que lhe é proposto para sua sobrevivência e de sua família, ele precisa fazer o inverso de sua atividade profissional: ou seja, sua missão dentro do jogo nada mais é do que eliminar seu adversário. Porém, por razões lógicas - inicialmente o plano dele (e deu seu concorrênte, óbvio), é arrumar uma solução mais razoável para sair daquelas indigesta e desagradável situação. E o filme consiste em um acompanhamento psicológico. Trata-se de um estudo extremamente calculado do serial-killer - que acompanha de perto a reação de suas "peças", dentro de sua brincadeira realmente mortal. O serial-killer vai inserindo peças extremamente relevantes, que vão dando o tom para o comportamento para cada um dentro daquele banheiro - as reações destes, já era esperada pelo moderador do jogo (que não pode ser considerado exatamente um assassino, pois a atuação dele não é matar - e sim, dar as peças para que as próprias pessoas o façam; ou seja, é um jogo de manipulação extremamente concentrado). E quais são essas reações ? É justamente isso que é altamente interessante de se abservar no filme. O comportamento humano perante situações que vão penetrando a mente, e vai ao pouco, destruindo-a - elas ficam corrompidas. Uma certa peversidade toma conta; aparecem mentiras, atuações, um jogo sem cartas marcadas pelo jogadores - porém, totalmente sob controle daquele que ordena aquelas peças que se desfiguram mentalmente com o tempo. A forma com que essa decomposição da mente é mostrada, com muitas doses de tortura psicológica e cansaço físico, é o que torna Jogos Mortais uma experiência angustiante, agonizante, sufocante - se assim posso dizer. Jogos Mortais é um filme aliviante para o que se acompanha hoje em dia quando se trata de filmes de suspense, terror, horror e mistério. É um filme que não tem desespero que pregar sustos (graças a Deus, e até mesmo quando o filme tem oportunidade para utilizar desse recurso, faz da cena algo normal - bruta, rápida, súbita), porém, assusta por sua intensidade. É um filme, também, que não quer apenas parecer misterioso - pois, sua investigação psicológica já é um atrativo enorme, o mistério, é um mero detalhe, que ao final, revela-se uma peça importante de todo aquele jogo. E mostra também, que o medo é algo que a mente controí, pois, o terror pode estar mais perto do que tudo aquilo que se imagina. Além de todos esses elementos positivos, Jogos Mortais ainda conta com uma direção apesar de visualmente moderna, profundamente bem cuidada (nem parece diretor estreante, tamanha segurança) - se em Seven David Fincher sofre seus surtos de ego e maluquice virtuosa com a câmera, James Wan acredita na presença mais forte de sua história e acrescenta aquilo que acha necessário apenas visualmente; apesar de grande charme do filme estar presente no roteiro (escrito por Leigh Whannell - que interpreta o Adam), a direção é um dos elementos principais que fazem de Jogos Mortais, um dos melhores filmes do gênero dos últimos anos.
Kinsey - 8.0
Impressionando o mal-gosto dos votantes do Oscar para escolher os melhores atores do ano passado. Conseguiram incluir a rotina e o lugar comum de Clint Eastwood em "Menina de Ouro", e acabaram deixando de fora trabalhos muito mais interessantes de fora como, por exemplo, Javier Barden por "Mar Adentro" (sem dúvida, a ausência mais sentida), Paul Giamatti (um dos poucos brilhos de "Sideways") e Liam Neeson, que protagoniza de forma sensibilizadora "Kinsey" (talvez tenha sido ignorado pelo mero fato de sua atuação - e seu filme, por que não? - lembrar, em partes, Leonardo DiCaprio e "O aviador"; que é muito maior, intenso e dolorido). Assim como "O aviador", "Kinsey" utiliza-se bem do fato de ser uma cinebiografia em busca de uma exploração intimista profunda, obscura e que revela altos e baixos de uma vida conturbada, porém, não dispensa de forma alguma a oportunidade de ter a chance de explorar uma determinada camada da sociedade - colocá-la em discussão, criticá-la, entendê-la, e minuciosamente, estudá-la a partir de um ponto determinado, que aqui no caso, é o sexual. Se hoje em dia o assunto ainda é tabu e motivo de constrangimento - em épocas passadas, o pecado era ainda maior, e as consequências, assustadoramente fortes. O protagonista é ambicioso. Luta pela ciência com todas as forças que possui (e até as que não possui). Sofre boicotes, é visto com olhos censuradores, é rotulado, é alvo de criticas e ameaças. Porém, nada é o suficiente para ser barreira em sua pesquisa - que aborda todas as formas de sexo e atos sexuais: heterossexual, homossexual, sexo oral, posições, masturbação, orgasmo - é uma pesquisa profunda, que ultrapassa até mesmo valores morais comuns. E dentro de sua discussão sexual dentro da sociedade e o comportamento dela perante as revelações, o filme vai fundo e não deixa espaços com vácuos não preenchidos. Em contrapartida o filme falha na construção e desenvolvimento de alguns personagens - que, aparecem, não deixam marcas, e somem sem dizer porque apareceram. E nisso, podemos citar membros da família de Kinsey: seu filho mais velho, um jovem que toma atitudes contrárias as do pai, e tem contornos bastante purista (até mesmo pela exclusão social que sofre em causa da fama que seu pai possui), acaba simplesmente tendo uma rápida aparição, quando de fato poderia render uma abordagem exemplar para a exploração do íntimo de Kinsey. Ainda dentro da família, podemos citar que toda a parte conturbada com o pai, soa de forma caricata, tamanha exagero que o filme tem em defender o personagem e destruir a imagem de seu pai (que é um conservador nato). Os defeitos do filme não param por aí. Porém, são falhas menores e não muito relevantes como por exemplo a má escalação do elenco secundário - pois, se temos uma força central muito forte com a dupla Liam Neeson + Laura Linney, temos na contra-mão, uma fraqueza evidente em atores fracos como Tim Curry (totalmente fora de sintonia, parece atuar em paródia - sempre), Oliver Platt, John Lithgow, e até mesmo Chris O'Donnell, que não é ruim, porém aqui, parece se superestimar demais - fica longe de suas pretensões.
É só isso.
4/28/2005
4/17/2005
Alguns filmes vistos em dvd e um no cinema
Comentários rápidos e cotações de uns filmes que andei vendo nas últimas duas semanas aí e ainda não comentei. A cotação é de * a *****, como vocês talvez já sabem:
O Preço de uma Verdade - ***1/2

Bem interessante, é baseado em fatos reais, sobre um jornalista que forjou a maioria de suas matérias num importante jornal de Washington. Talvez o filme poderia ter explorado melhor o drama do personagem principal, interpretado pelo Hayden Christensen, também fora do local de trabalho, a história de ele também estar estudando fica meio no ar e não se resolve muito bem, mas é um bom filme. Bom roteiro e ótimas atuações, destaque principalmente para Peter Saarsgard. É um filme correto, mas que por sua história já ser real e muito interessante ajuda no resultado final positivo.
Ray - ***1/2

Esse estreou um pouquinho atrasado por aqui. É um bom filme, correto, e com uma grande atuação principal que impoulsiona e é a alma do filme. Muito bem produzido, ótima direção de arte, a passagem pela vida musical de Ray desde seu começo até o auge do seu sucesso é muito bem contada, e as suas brigas com as mulheres de sua vida e o seu envolvimento com a heroína foram bem abordados e fazem o filme ser interessante. O bizarro do filme são algumas cenas da infância de Ray, a forma como ele ficou cego e tal, e que é contado a medida que o filme vai passando. São cenas um tanto bizarras até, assim como a cena da recuperação final de Ray da heroína, e que só parecem estar ali para emocionar e/ou até dar uma tensão maior à história de Ray. Mas é um bom filme, não dói nada não.
Super Size Me - A Dieta do Palhaço - **

Vamos dividir esse filme em dois lados. Por um lado, o filme fala sobre a obesidade que está havendo no mundo hoje em dia, principalmente nos EUA, e tenta buscar explicações pra isso, conversando com especialistas, indo em escolas e em busca dos problemas que está havendo. Essa é a parte do filme interessante e que traz alguma coisa de útil. Já o outro lado do filme é sobre a dieta que o diretor faz à base de McDonalds, que apenas comprova o óbvio que todo mundo já sabia, e é incrível, como já foi dito aqui pelo Miura, que até mesmo doutores e especialistas falam sobre isso à sério, que ele precisa parar e etc. E é isso que acaba com o filme, essa idéia idiota que parece existir apenas para criar polêmica e o documentário fazer sucesso.
Meninos de Deus - ***1/2

História sobre jovens revoltados em uma escola católica, e se passa nos anos 70. Bem legal, interessante, divertido, e rola até umas animações feitas por Todd McFarlane (o criador de Spawn). O filme, como a própria sinopse já faz parecer, fala sobre a revolta de jovens que vivem sobre uma rígida conduta, seja na escola ou em casa. É bem divertido, Kieran Calkin, Emile Hirsch e Jena Malone estão muito bem nos papéis principais, e Jodie Foster e Vincent D'Onofrio também arrebentam nos seus papéis coadjuvantes. Ótimo filme, com um ótimo final, triste, foge da rotina, e jovens deverão se identificar também. Confiram se puderem.
Galera do Mal - ***1/2

Outro filme sobre jovens revoltados em uma escola católica, e outro filme com a Jena Malone, só que esse se passa nos tempos atuais. É bem interessante, divertido, foge bastante de qualquer comédiazinha americana atual, e faz um questionamento interessante se apegando no aspecto religioso do filme sempre presente. O elenco juvenil é ótimo, Mandy Moore tem uma ótima atuação e faz a personagem mais interessante do filme, ela é talvez a garota mais devota e religiosa do filme, porém também a mais desumana, e se preocupa apenas com os seus próprios interesses. A personagem principal é feita pela Jena Malone, ela fica grávida quando transa com o seu namorado gay depois de ter visto uma visão de Jesus, que a disse para fazer isso. É um filme engraçado, divertido, dramático, e bem interessante no aspecto de que não é só porque uma pessoa é certa, ou que acredite em Deus, isso não faz dela uma pessoa melhor que as outras. Bem interessante mesmo, apesar do final um tanto exagerado ao meu ver. E Macaulyn Calkin em cadeira de rodas é bem cool.
Código 46 - *

Uma besteira das grandes. Nos primeiros 30 minutos ainda dá para esperar algo do filme, depois ele arrisca uma idéia meio Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças que não funciona muito bem, a própria "história de amor" do filme não parece funcionar e não há química entre o casal principal. Aliás, Samantha Morton e Tim Robbins não estão bem, Samantha tem a primeira atuação ruim de sua carreira, e Tim Robbins, vindo de uma ótima performance e de um personagem complexo em Sobre Meninos e Lobos, aqui tem uma performance rasa e parece até desprovida de sentimentos. O futuro do filme tem umas idéias meio idiotas, a história da clonagem, e a linguagem com gírias globalizadas chegam até a provocar risadas em certos momentos. Enfim, um filme pretensioso e que não chega a lugar nenhum.
A Inveja Mata - **1/2

Se você leu tudo até aqui pode ficar tranquilo que esse é o último filme comentado. A Inveja Mata é do Barry Levinson, e foi um grande fracasso de público e crítica nos EUA, isso depois de já ter ficado 2 anos na gaveta antes de ser lançado. Realmente como comédia o filme falha bastante, o único ali que parece realmente interessado em provocar algumas risadas é o Jack Black, mas o filme não é ruim, um pouco bizarro talvez, mas ruim não. O filme até tenta uma discussão interessante sobre como a inveja pode afetar uma amizade, e até que ponto arriscamos um amizade pelo sucesso. E acho que a própria invenção que faz do personagem de Jack Black um milionário(a invenção é o Vapoorizer, um spray que faz cocô de cachorro sumir), já dá uma mostra de que o filme não vai ser uma comédia como qualquer outra. O filme ainda arrisca um lado de humor negro, que chega até a ter morte de cavalos, mas não chega a ser um Durval Discos a ponto de isso acabar com a história do filme.
É isso aí, cansei até
editor_apaixonado-pela-Jena-Malone
Christopher Faust Pereira
O Preço de uma Verdade - ***1/2

Bem interessante, é baseado em fatos reais, sobre um jornalista que forjou a maioria de suas matérias num importante jornal de Washington. Talvez o filme poderia ter explorado melhor o drama do personagem principal, interpretado pelo Hayden Christensen, também fora do local de trabalho, a história de ele também estar estudando fica meio no ar e não se resolve muito bem, mas é um bom filme. Bom roteiro e ótimas atuações, destaque principalmente para Peter Saarsgard. É um filme correto, mas que por sua história já ser real e muito interessante ajuda no resultado final positivo.
Ray - ***1/2

Esse estreou um pouquinho atrasado por aqui. É um bom filme, correto, e com uma grande atuação principal que impoulsiona e é a alma do filme. Muito bem produzido, ótima direção de arte, a passagem pela vida musical de Ray desde seu começo até o auge do seu sucesso é muito bem contada, e as suas brigas com as mulheres de sua vida e o seu envolvimento com a heroína foram bem abordados e fazem o filme ser interessante. O bizarro do filme são algumas cenas da infância de Ray, a forma como ele ficou cego e tal, e que é contado a medida que o filme vai passando. São cenas um tanto bizarras até, assim como a cena da recuperação final de Ray da heroína, e que só parecem estar ali para emocionar e/ou até dar uma tensão maior à história de Ray. Mas é um bom filme, não dói nada não.
Super Size Me - A Dieta do Palhaço - **

Vamos dividir esse filme em dois lados. Por um lado, o filme fala sobre a obesidade que está havendo no mundo hoje em dia, principalmente nos EUA, e tenta buscar explicações pra isso, conversando com especialistas, indo em escolas e em busca dos problemas que está havendo. Essa é a parte do filme interessante e que traz alguma coisa de útil. Já o outro lado do filme é sobre a dieta que o diretor faz à base de McDonalds, que apenas comprova o óbvio que todo mundo já sabia, e é incrível, como já foi dito aqui pelo Miura, que até mesmo doutores e especialistas falam sobre isso à sério, que ele precisa parar e etc. E é isso que acaba com o filme, essa idéia idiota que parece existir apenas para criar polêmica e o documentário fazer sucesso.
Meninos de Deus - ***1/2

História sobre jovens revoltados em uma escola católica, e se passa nos anos 70. Bem legal, interessante, divertido, e rola até umas animações feitas por Todd McFarlane (o criador de Spawn). O filme, como a própria sinopse já faz parecer, fala sobre a revolta de jovens que vivem sobre uma rígida conduta, seja na escola ou em casa. É bem divertido, Kieran Calkin, Emile Hirsch e Jena Malone estão muito bem nos papéis principais, e Jodie Foster e Vincent D'Onofrio também arrebentam nos seus papéis coadjuvantes. Ótimo filme, com um ótimo final, triste, foge da rotina, e jovens deverão se identificar também. Confiram se puderem.
Galera do Mal - ***1/2

Outro filme sobre jovens revoltados em uma escola católica, e outro filme com a Jena Malone, só que esse se passa nos tempos atuais. É bem interessante, divertido, foge bastante de qualquer comédiazinha americana atual, e faz um questionamento interessante se apegando no aspecto religioso do filme sempre presente. O elenco juvenil é ótimo, Mandy Moore tem uma ótima atuação e faz a personagem mais interessante do filme, ela é talvez a garota mais devota e religiosa do filme, porém também a mais desumana, e se preocupa apenas com os seus próprios interesses. A personagem principal é feita pela Jena Malone, ela fica grávida quando transa com o seu namorado gay depois de ter visto uma visão de Jesus, que a disse para fazer isso. É um filme engraçado, divertido, dramático, e bem interessante no aspecto de que não é só porque uma pessoa é certa, ou que acredite em Deus, isso não faz dela uma pessoa melhor que as outras. Bem interessante mesmo, apesar do final um tanto exagerado ao meu ver. E Macaulyn Calkin em cadeira de rodas é bem cool.
Código 46 - *

Uma besteira das grandes. Nos primeiros 30 minutos ainda dá para esperar algo do filme, depois ele arrisca uma idéia meio Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças que não funciona muito bem, a própria "história de amor" do filme não parece funcionar e não há química entre o casal principal. Aliás, Samantha Morton e Tim Robbins não estão bem, Samantha tem a primeira atuação ruim de sua carreira, e Tim Robbins, vindo de uma ótima performance e de um personagem complexo em Sobre Meninos e Lobos, aqui tem uma performance rasa e parece até desprovida de sentimentos. O futuro do filme tem umas idéias meio idiotas, a história da clonagem, e a linguagem com gírias globalizadas chegam até a provocar risadas em certos momentos. Enfim, um filme pretensioso e que não chega a lugar nenhum.
A Inveja Mata - **1/2

Se você leu tudo até aqui pode ficar tranquilo que esse é o último filme comentado. A Inveja Mata é do Barry Levinson, e foi um grande fracasso de público e crítica nos EUA, isso depois de já ter ficado 2 anos na gaveta antes de ser lançado. Realmente como comédia o filme falha bastante, o único ali que parece realmente interessado em provocar algumas risadas é o Jack Black, mas o filme não é ruim, um pouco bizarro talvez, mas ruim não. O filme até tenta uma discussão interessante sobre como a inveja pode afetar uma amizade, e até que ponto arriscamos um amizade pelo sucesso. E acho que a própria invenção que faz do personagem de Jack Black um milionário(a invenção é o Vapoorizer, um spray que faz cocô de cachorro sumir), já dá uma mostra de que o filme não vai ser uma comédia como qualquer outra. O filme ainda arrisca um lado de humor negro, que chega até a ter morte de cavalos, mas não chega a ser um Durval Discos a ponto de isso acabar com a história do filme.
É isso aí, cansei até
editor_apaixonado-pela-Jena-Malone
Christopher Faust Pereira
4/12/2005
Reencarnação

Parece haver em cada cena de Reencarnação uma grande necessidade do filme se parecer poético e de estar a todo custo querendo passar alguma coisa grandiosa, e fazer o público sentir e refletir sobre o filme e os sentimentos ali demonstrados. Algumas cenas, principalmente as que focam nos rostos dos personagens por um longo tempo seja ao som de uma ópera ou do silêncio, parecem gritar por essa necessidade. É uma pena, portanto, que essa pretensão toda do filme esbarre numa história fraca e cheia de furos que faz a estética poética do filme parecer nula.
O filme tem cenas muito bem trabalhadas, como por exemplo a ótima cena de morte do início do filme, e essas cenas bem calculadas se estendem por todo o filme, o que é ótimo, pois o filme parece estar sempre disposto a entender seus personagens e suas reações perante o que acontece ao longo de sua história. Porém o maior problema do filme é a sua história, muito mas muito fraca mesmo, e é até incrível ver que o diretor realmente acredita nessa história a ponto de ser tão pretensioso na sua forma de filme. A irregularidade do roteiro transparece na tela, e o desenrolar de sua história faz toda a pretensão poética e sentimental que aparece no filme parecer vazia. Uma pena, pois o diretor realmente se esforça para demonstrar algo ali.
Vale lembrar também que Reencarnação não é um filme de terror, nesse caso pode até ser visto como uma anti-síntese dos terrores hollywoodianos atuais, Reencarnação é na verdade um drama estranho(?). Nicole Kidman faz uma boa atuação (apesar de que não chega nem perto do que ela fez em Os Outros e Dogville, por exemplo), e o garoto também está bem, tem futuro ele. Os dois estão em ótimas atuações e seus personagens são interessantes, apesar da aparente burrice de ambos, mas o mesmo não pode dizer dos coadjuvantes do filme, além de nenhum deles ter uma atuação mencionável nesse texto, seus personagens são ruins e alguns são apenas clichês, personagens caricatos, que não acrescentam nada ao filme ou à sua pretensão.
Enfim, Reencarnação é um filme estranho, pretensioso, que poderia ter sido muito mais interessante se não fosse por sua história fraca e mal desenvolvida. Mas ainda assim vale uma conferida.
Cotação - **1/2 (em 5)
Valeu,
editor_ocupado-com-os-estudos (cof cof!)
Christopher Faust Pereira
4/10/2005
TOP 3 - FILMES DA PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
Aí está, portanto, a minha listinha das 3 obras-primas máximas do cinema da primeira metade dos anos 2000, finalizando assim o meu top 100. :)
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
1 a 3:
1- REQUIÉM PARA UM SONHO (Requiem for a Dream, 2000, dir. Darren Aronofsky)

2- EMBRIAGADO DE AMOR (Punch-Drunk Love, 2002, dir. Paul Thomas Anderson)

3 - SOBRE MENINOS E LOBOS (Mystic River, 2003, dir. Clint Eastwood

É isso ae, espero que tenham gostado do top.
editor_que-vai-voltar-a-escrever-textos-sobre-filmes
Christopher Faust Pereira
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
1 a 3:
1- REQUIÉM PARA UM SONHO (Requiem for a Dream, 2000, dir. Darren Aronofsky)

2- EMBRIAGADO DE AMOR (Punch-Drunk Love, 2002, dir. Paul Thomas Anderson)

3 - SOBRE MENINOS E LOBOS (Mystic River, 2003, dir. Clint Eastwood

É isso ae, espero que tenham gostado do top.
editor_que-vai-voltar-a-escrever-textos-sobre-filmes
Christopher Faust Pereira
4/09/2005
TOP 100: 4 a 10
.
.
Yeah, yeah. Já é o top 10. As três primeiras posições, que são as 3 obras-primas máximas do cinema surgidas nos últimos 5 anos, ficam pro próximo post.
Divirta-se aí:
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
4 a 10:
4 - O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain, 2001, dir. Jean-Pierre Jeunet)

5 - O ALBERGUE ESPANHOL (Le Aubergue Espagnole, 2002, dir. Cédric Klapisch)

6 - MOULIN ROUGE! (Idem, 2001, dir. Baz Lhurman)

7 - GANGUES DE NOVA YORK (Gangs of New York, 2002, dir. Martin Scorsese)

8 - ANTES DO PÔR-DO-SOL (Before Sunset, 2004, dir. Richard Linklater)

9 - AMNÉSIA (Memento, 2001, dir. Christopher Nolan)

10 - DOGVILLE (Idem, 2003, dir. Lars Von Trier)

P.S: coloquei mais uns links na seção ali do lado, se tiverem tempo dêem uma conferida e tal.
Valeu,
editor_torcedor-do-Grêmio
Christopher Faust Pereira
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Yeah, yeah. Já é o top 10. As três primeiras posições, que são as 3 obras-primas máximas do cinema surgidas nos últimos 5 anos, ficam pro próximo post.
Divirta-se aí:
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
4 a 10:
4 - O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain, 2001, dir. Jean-Pierre Jeunet)

5 - O ALBERGUE ESPANHOL (Le Aubergue Espagnole, 2002, dir. Cédric Klapisch)

6 - MOULIN ROUGE! (Idem, 2001, dir. Baz Lhurman)

7 - GANGUES DE NOVA YORK (Gangs of New York, 2002, dir. Martin Scorsese)

8 - ANTES DO PÔR-DO-SOL (Before Sunset, 2004, dir. Richard Linklater)

9 - AMNÉSIA (Memento, 2001, dir. Christopher Nolan)

10 - DOGVILLE (Idem, 2003, dir. Lars Von Trier)

P.S: coloquei mais uns links na seção ali do lado, se tiverem tempo dêem uma conferida e tal.
Valeu,
editor_torcedor-do-Grêmio
Christopher Faust Pereira
4/07/2005
Elas me odeiam, mas me querem

Grande exemplo de filme estranho. Consegue uma proeza de fazer dramalhão de tribunal cheio de moral e tradicionalismo (sério e determinado, crítico e pesado), minutos depois de mostrar o protagonista fazendo sexo com uma porrada de mulheres, onde, na cena seguinte, persistentemente, tentava fazer graça com animação de espermas rumo ao objetivo de fecundação com o óvulo.
Comédia ácida não é. De comédia, nada tem. É um drama. Daqueles obscuros, criando um sub-mundo; é a vida dos sonhos, desmoronando para uma coisa semelhante à prostituição - onde, o negro injustiçado pobre coitado humilde e honesto demais para esse mundo (graaaannnde figura que não pode faltar nos filmes do Spike Lee) - ou melhor, para os imbecis americanos (fonte inesgotável meter pau simplista nos EUA), prova que é... íntegro, apesar do escorregão.
E nessa londa e chata aventura de Spike Lee (um salto gigantesco para trás após realizar algo tão impactante como "A última noite"), sobram personagens que aparecem de tempo em tempo para encher um pouco de lingüiça, e mostrar que, de papo-furado, Spike Lee também entende.
Bolaça fora.
NOTA - 2,5
TOP 100: 11 a 20
Yeah, já chegando num momento mais crítico do top. Na minha modesta opinião sobre o meu prórpio top ele está ficando cada vez melhor, e essa parcial só tem filmes altamente fodas.
Vamo lá.
TOP 1OO - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
11 – CIDADE DE DEUS (2002, dir. Fernando Meirelles e Kátia Lund)

12 – QUASE FAMOSOS (Almost Famous, 2000, dir. Cameron Crowe)

13 – OS OUTROS (The Others, 2001, dir. Alejandro Amenabar)

14 – O QUARTO DO FILHO (La Stanza del Figlio, 2001, dir. Nanni Morietti)

15 – E SUA MÃE TAMBÉM (Y Tu Mama Tambien, 2000, dir. Alfonso Cuarón)

16 – O HOMEM QUE COPIAVA (2003, dir. Jorge Furtado)

17 – KILL BILL VOL.1 (Idem, 2003, dir. Quentin Tarantino)

18 – A ÚLTIMA NOITE (The 25th Hour, 2002, dir. Spike Lee)

19 – TERRA DE NINGUÉM (No Man’s Land, 2001, dir. Danis Tanovic)

20 – AS HORAS (The Hours, 2002, dir. Stephen Daldry)

É isso aí,
meu eu.
Vamo lá.
TOP 1OO - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
11 – CIDADE DE DEUS (2002, dir. Fernando Meirelles e Kátia Lund)

12 – QUASE FAMOSOS (Almost Famous, 2000, dir. Cameron Crowe)

13 – OS OUTROS (The Others, 2001, dir. Alejandro Amenabar)

14 – O QUARTO DO FILHO (La Stanza del Figlio, 2001, dir. Nanni Morietti)

15 – E SUA MÃE TAMBÉM (Y Tu Mama Tambien, 2000, dir. Alfonso Cuarón)

16 – O HOMEM QUE COPIAVA (2003, dir. Jorge Furtado)

17 – KILL BILL VOL.1 (Idem, 2003, dir. Quentin Tarantino)

18 – A ÚLTIMA NOITE (The 25th Hour, 2002, dir. Spike Lee)

19 – TERRA DE NINGUÉM (No Man’s Land, 2001, dir. Danis Tanovic)

20 – AS HORAS (The Hours, 2002, dir. Stephen Daldry)

É isso aí,
meu eu.
4/06/2005
De repente 30
.Um fato inconstestável é que "Quero ser Grande" é uma porção de vezes melhor, mais aplicado, mais aprofundado e interessante que este "De repente 30". O lance do "pó mágico" daqui perde fácil para a "máquina dos desejos" de lá; por tradição, por cultura, por lenda, por mito, enfim. Jennifer Garner, apesar de muito simpática no filme (aliás, a melhor atuação dela pelo que me recordo), não chega sequer perto do brilhantismo atingido por Tom Hanks.
Partir para a parte de comparação entre roteiro já vira muita covardia. Então, as comparações ficam por aqui mesmo (pois não dá para ficar comparando o nível emocional que "Quero ser Grande" atinge com o nível que este atinge; extremamente melado e mamão com açucar). Aí sim, é possível encontrar méritos em "De repente 30".
Um deles é sua lição, redondinha, bonitinha, e bem-feita. É um filme que, de certa forma, consegue fazer algumas boas construções; pois, mesmo carregando aquela coisa que já encheu o saco de não mudar a personalidade em prol de futilidades e "sonhos baratos", consegue ter algumas boas idéias (como, por exemplo, a personagem ir, gradativamente, descobrindo os males que fez sendo essa "pessoa ideal" que sonhava ser).
É meio desagradável destratar um filme que é tão simpático, dócil, manso e inofensivo. Porém, suas falhas são muito evidentes - e, infelizmente, atrapalham de forma expressiva. Um dos mais graves é a forma com que se encaminha para o "happy end"; nada (nadinha mesmo) contra finais felizes, porém, a coisa aqui é trágica - tamanha incoerência, falta de sensatez e prudência (com um pouco mais de paciência e menos afobação, o filme poderia chegar a uma conclusão mais interessante).
Poderia apontar outras coisas do filme que poderiam ir um pouco além (por exemplo, o filme tem a ótima de idéia de colocar a protagonista fazendo uma divertida amizade com uma menina de 13 anos, entretanto, tem a incapacidade de levar essa idéia para rumos bacanas); - poderia ter situações bacanas como "o flerte no bar", mas enfim, trata-se de um filme divertido, bacana, que deixa alguns sorrisos. Porém, a melhor coisa que o filme consegue fazer - é nos deixar com saudades do clássico estrelado por Tom Hanks. Isso é ruim para um filme de mesma proposta.
Nota - 6
abraços;
4/04/2005
TOP 100: 21 a 30
tchã, tchã, tchã, tchãããã...
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
21 a 30:
21 – 21 GRAMAS (21 Grams, 2003, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)

22 – DONNIE DARKO (Idem, 2001, dir. Richard Kelly)

23 – O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO (2004, dir. Paulo Sacramento)

24 – O ÚLTIMO BEIJO (L’Ultimo Bacio, 2001, dir. Gabriele Muccino)

25 - POR UM SENTIDO NA VIDA (The Good Girl, 2002, dir. Miguel Arteta)

26 – ROGER, O CONQUISTADOR (Roger Dodger, 2002, dir. Dylan Kidd)

27 – BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004, dir. Michael Gondry)

28 – ÔNIBUS 174 (2003, dir. José Padilha)

29 - BILLY ELLIOT (Idem, 2000, dir. Stephen Daldry)

30 – O PIANISTA (The Pianist, 2002, dir. Roman Polansky)

É isso aí,
editor_de-saco-cheio-da-morte-do-Papa
Jesus Christopher
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
21 a 30:
21 – 21 GRAMAS (21 Grams, 2003, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)

22 – DONNIE DARKO (Idem, 2001, dir. Richard Kelly)

23 – O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO (2004, dir. Paulo Sacramento)

24 – O ÚLTIMO BEIJO (L’Ultimo Bacio, 2001, dir. Gabriele Muccino)

25 - POR UM SENTIDO NA VIDA (The Good Girl, 2002, dir. Miguel Arteta)

26 – ROGER, O CONQUISTADOR (Roger Dodger, 2002, dir. Dylan Kidd)

27 – BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004, dir. Michael Gondry)

28 – ÔNIBUS 174 (2003, dir. José Padilha)

29 - BILLY ELLIOT (Idem, 2000, dir. Stephen Daldry)

30 – O PIANISTA (The Pianist, 2002, dir. Roman Polansky)

É isso aí,
editor_de-saco-cheio-da-morte-do-Papa
Jesus Christopher
4/03/2005
TOP 100 - 31 a 40
Aqui estou eu com mais uma atualização, e já chegando a uma parte mais crítica do top...
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
31 a 40:
31 – ADEUS, LÊNIN (Goodbye Lenin, 2003, dir. Wolfgang Becker)

32 – A VILA (The Village, 2004, dir. M. Night Shayamalan)

33 – SIDEWAYS – ENTRE UMAS E OUTRAS (Sideways, 2004, dir. Alexander Payne)

34 – O AVIADOR (The Aviator, 2004, dir. Martin Scorsese)

35 – BICHO DE SETE CABEÇAS (2001, dir. Laís Bodansky)

36 – MENINA DE OURO (Million Dollar Baby, 2004, dir. Clint Eastwood)

37 – A MÃO DO DIABO (Frailty, 2001, dir. Bill Paxton)

38 – UM GRANDE GAROTO (About a Boy, 2002, dir. Chris Weitz e Paul Weitz)

39 – X-MEN 2 (X2, 2003, dir. Bryan Singer)

40 – X-MEN (Idem, 2000, dir. Bryan Singer)

Valeu,
editor_ouvindo-muito-Vera Loca
Christopher Faust Pereira
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
31 a 40:
31 – ADEUS, LÊNIN (Goodbye Lenin, 2003, dir. Wolfgang Becker)

32 – A VILA (The Village, 2004, dir. M. Night Shayamalan)

33 – SIDEWAYS – ENTRE UMAS E OUTRAS (Sideways, 2004, dir. Alexander Payne)

34 – O AVIADOR (The Aviator, 2004, dir. Martin Scorsese)

35 – BICHO DE SETE CABEÇAS (2001, dir. Laís Bodansky)

36 – MENINA DE OURO (Million Dollar Baby, 2004, dir. Clint Eastwood)

37 – A MÃO DO DIABO (Frailty, 2001, dir. Bill Paxton)

38 – UM GRANDE GAROTO (About a Boy, 2002, dir. Chris Weitz e Paul Weitz)

39 – X-MEN 2 (X2, 2003, dir. Bryan Singer)

40 – X-MEN (Idem, 2000, dir. Bryan Singer)

Valeu,
editor_ouvindo-muito-Vera Loca
Christopher Faust Pereira
4/02/2005
Miss Simpatia 2 - Armada e Poderosa
.O nome no roteiro já diz muita coisa: Marc Lawrence. O sujeito que escreveu coisas do nível de "Amor à segunda vista", "Forças da Natureza" e "Perdidos em Nova York" - filme que, numa estética/forma extremamente rotineira e básica, se perdiam na falta de criatividade e precariedade do roteiro. E nessa continuação de "Miss Simpatia" (que é um filme até que legal e é escrito pelo mesmo sujeito, porém, o mais legal são os personagens - curiosamente, que não é criação do próprio), o roteiro é que não decola.
É o tipo de continuação sem razão de existir. Mais uma para a coleção. Um amontoado de clichês de filme comédia-policial que faz um misto de ação mais piadinhas; o problema, é que muitas piadas são recicladas do primeiro, e já não possuem o mesmo brilho e charme (por exemplo, a risada da protagonista que parece uma porca - nada engraçado). O filme, na questão de comédia, fracassa totalmente; chega a causar constrangimento.
A Miss EUA que era para fazer rir com seu "jeitinho doce", é praticamente anulada; o sujeito que é sequestrado junto com ela, sabe-se lá por que existe; e o homossexual estereotipado, é um fracasso de tentar ressurgir o papel que Michael Caine fez no antecessor. Aliás, como Michael Caine fez falta aqui. Seu personagem no primeiro filme, era uma das melhores coisas existentes alí.
Bom, como na comédia não se salva, tem a parte de ação para se avaliar. E o buraco fica ainda mais embaixo. O roteiro tem a ousadia de usar as situações mais batidas do filme do gênero, de "dois policiais que são rivais que acabam tendo que trabalhar junto e no final acabam ficando amiguinhos trazendo inúmeras lições com psicologia de bar da esquina"; é, altamente irritante, quando Sandra Bullock diz para a outra moça "Você é minha amiga !". Francamente.
Nada no filme funciona. Nem mesmo sua trama. Colocar uma dupla pra resolver o caso, ok. Agora, fazer elas atravessarem os problemas que outras centenas de duplas policias tiveram que enfrentar (a persistência do chefe em não acreditar nas coisas que acontecem e acham que elas só erram e dão furo; uma ajudar a outra a vencer a descrença na missão; um salvar a outra de algo vital; etc), vira uma experiência chata, desgastante e desagradável. É o tipo de filme que já se tem decorado completamente.
Em "Miss Simpatia", um outro ponto forte era o carisma e a empatia que a Sandra deu para Gracie; aquele jeito desajeitada (que essa continuação tenta demonstrar com humor, mas é desastrosamente sem graça), desengonçada, e meio masculina, passando pela transformação de delicada, doce, sútil e encantadora. Foi bem divertido, simpática, eu diria. Aqui na continuação, isso não continua - pois, ela já não é mais aquela coisa graciosa (nem por culpa da atriz), ela é uma chata fútil, que caberia em "Legalmente Loira". Deprimente.
A nota é zero. Bem redondo.
TOP 100: 41 a 50
.
Mais uma vez continuando com o top 100, para a alegria dos 5 leitores desse blog...
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
41 a 50:
41 – AMORES BRUTOS (Amores Perros, 2000, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)

42 – DIA DE TREINAMENTO (Training Day, 2001, dir. Antoine Fuqua)

43 – ENTRE QUATRO PAREDES (In the Bedroom, 2001, dir. Todd Field)

44 – REDENTOR (2004, dir. Claudio Torres)

45 – SNATCH – PORCOS E DIAMANTES (Snatch, 2000, dir. Guy Ritchie)

46 – HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES (2003, dir. Jorge Furtado)

47 – SENHOR DOS ANÉIS – AS DUAS TORRES (The Lord of the Rings: The Two Towers, 2002, dir. Peter Jackson)

48 – SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Rings, 2001, dir. Peter Jackson)

49 – AS BICICLETAS DE BELLEVILLE (The Triplets of Belleville, 2003, dir. Sylvian Chomet)

50 – DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (Diarios del Motocicleta, 2004, dir. Walter Salles)

Valeu,
editor_que-não-gosta-de-O-Retorno-do-Rei
Christopher Faust Pereira
Mais uma vez continuando com o top 100, para a alegria dos 5 leitores desse blog...
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 2000
41 a 50:
41 – AMORES BRUTOS (Amores Perros, 2000, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)

42 – DIA DE TREINAMENTO (Training Day, 2001, dir. Antoine Fuqua)

43 – ENTRE QUATRO PAREDES (In the Bedroom, 2001, dir. Todd Field)

44 – REDENTOR (2004, dir. Claudio Torres)

45 – SNATCH – PORCOS E DIAMANTES (Snatch, 2000, dir. Guy Ritchie)

46 – HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES (2003, dir. Jorge Furtado)

47 – SENHOR DOS ANÉIS – AS DUAS TORRES (The Lord of the Rings: The Two Towers, 2002, dir. Peter Jackson)

48 – SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Rings, 2001, dir. Peter Jackson)

49 – AS BICICLETAS DE BELLEVILLE (The Triplets of Belleville, 2003, dir. Sylvian Chomet)

50 – DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (Diarios del Motocicleta, 2004, dir. Walter Salles)

Valeu,
editor_que-não-gosta-de-O-Retorno-do-Rei
Christopher Faust Pereira
4/01/2005
TOP 100: 51 A 60
...:
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
51 a 60:
51 – ESCOLA DO ROCK (School of Rock, 2003, dir. Richard Linklater)

52 – TIROS EM COLUMBINE (Bowling for Columbine, 2002, dir. Michael Moore)

53 – IRREVERSÍVEL (Irreversible, 2003, dir. Gaspar Noe)

54 – TIMECODE (Idem, 2000, dir. Mike Figgis)

55 – GAROTOS INCRÍVEIS (Wonder Boys, 2000, dir. Curtis Hanson)

56 – O RETORNO (Vozrashcheniye, 2003, dir. Andrei Zvyagintsev)

57 – RETRATOS DE UMA OBSSESSÃO (One Hour Photo, 2002, dir. Mark Romanek)

58 – ADAPTAÇÃO (Adaptation, 2002, dir. Spike Jonze)

59 – NARRADORES DE JAVÉ (2004, dir. Elianne Caffé)

60 – ANTI-HERÓI AMERICANO (American Splendor, 2003, dir. Shari Springer Berman e Robert Pulcini)

É isso aí,
editor_pá-e-talz
Christopher Faust Pereira
TOP 100 - PRIMEIRA METADE DOS ANOS 00
51 a 60:
51 – ESCOLA DO ROCK (School of Rock, 2003, dir. Richard Linklater)

52 – TIROS EM COLUMBINE (Bowling for Columbine, 2002, dir. Michael Moore)

53 – IRREVERSÍVEL (Irreversible, 2003, dir. Gaspar Noe)

54 – TIMECODE (Idem, 2000, dir. Mike Figgis)

55 – GAROTOS INCRÍVEIS (Wonder Boys, 2000, dir. Curtis Hanson)

56 – O RETORNO (Vozrashcheniye, 2003, dir. Andrei Zvyagintsev)

57 – RETRATOS DE UMA OBSSESSÃO (One Hour Photo, 2002, dir. Mark Romanek)

58 – ADAPTAÇÃO (Adaptation, 2002, dir. Spike Jonze)

59 – NARRADORES DE JAVÉ (2004, dir. Elianne Caffé)

60 – ANTI-HERÓI AMERICANO (American Splendor, 2003, dir. Shari Springer Berman e Robert Pulcini)

É isso aí,
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Christopher Faust Pereira
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